Jogos olimpicos em Barcelona ´92

Publicado: março 20, 2014 em Uncategorized

Aproveitando os Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992 parti para Espanha com um grupo de oito pessoas, me acompanhava a corajosa Dete viajante com seis meses da gravidez de nosso Lucas, meu amigo carioca Vinícius e sua cunhada Rita que era funcionária da área da Saúde em Angra dos Reis, meus companheiros de trabalho na Sol Embalagens Ismael, Wagner e Túlio, e por fim o talentoso cantor Euclydes Mattos, mestre de violão que lá continua  até hoje.

Meu primeiro impacto positivo aconteceu já no aeroporto quando comprovei como a cidade se transformara para melhor, além disso, foram os primeiros jogos desde o ano 1972 em que superado os duros confrontos políticos da guerra fria todos os países participaram sem nenhum tipo de boicot inclusive a União Soviética em período de reorganização independente de suas repúblicas participou com uma equipe unificada com 12 novos países.

Torcendo com a seleção de volei

 

No campo esportivo nos emocionamos com a equipe masculina de vôlei com Tande, Mauricio, Giovane e outros; também ali entre o multirracial público do Ginásio de Montjuich, fiz questão de manifestar minha torcida com uma bandeira do Corinthians especialmente na até então inédita conquista da medalha de ouro ante a Holanda por 3 a 0.

E em outra modalidade, desta vez no Ginásio de Badalona, estivemos na torcida com a seleção de basquete feminino que pela primeira vez estava presente nos Jogos Olímpicos classificando-se em 7º lugar, nesse time destacavam as atletas “Magic” Paula e Hortênsia que mais tarde seria minha companheira no Conselho do Corinthians..

Por lá estava o “Dream Team” americano comandado por Michael Jordan e Magic Jhonson que por aqueles dias voltava a jogar, estivera com a carreira interrompida durante um ano ao assumir publicamente sua condição de portador do vírus da Aids, Foi também essa a primeira olimpíada em que a seleção americana de basket incorporou suas estrelas da NBA e no jogo contra o Brasil estivemos presentes com todos os ânimos possíveis, mas o “Dream Team” mostrou a que veio e nos impôs um implacável 127 a 83 sem respeitar nosso ídolo Oscar Scmidt.

A seleção brasileira de futebol não se classificou e quem brilhou na conquista do ouro olímpico foi o time da casa a seleção espanhola comandada pelo jovem craque Josep Guardiola. Também me lembro de múltiplos shows culturais inclusive do Olodum na área central aos pés de uma imensa cascata de água no Parc de La Ciutadela.

Mas na música não teve para ninguém ali se imortalizou o tema interpretada pelos três tenores Pavarotti, Carreras e Domingos “Amigos para sempre” que também teve uma dançante versão de rumba e a espetacular interpretação de “Barcelona” nas vozes de  Montserrat Caballe e Freddie Mercury cuja perfeição causava arrepio e emoção até aos não amantes da música.

Churrasco na terra do cava

Ainda teve a viagem na viagem na qual nosso grupo fez uma jornada dominical na cidade de Sant Sadurni d´Anoia, situada na comarca vinícola do Alt Penedes mítica pela qualidade milenar de seus vinhos e cavas, denominação do ótimo espumante catalão feito com o método do champagne. Ali fizemos a perfeita harmonia de misturas culturais com churrasco e caipirinha.

Plaça del Sol, barri de Gràcia

Ao terminar as Olimpíadas fomos a Sevilha, capital da região de Andalucia e que naquele ano instalara a Exposição Universal feita em homenagem à Era dos Descobrimentos, um acontecimento único e que reunia grandes espaços representativos de todos os países, nessa bonita cidade dez anos antes a seleção brasileira jogara a fase inicial na Copa do Mundo.

Também levei o pessoal a conhecer Albox e seu distrito rural Llano de los Olleres, de onde, como já expliquei, procede a rama materna de minha família e onde morei do ano 1973 a 75.

Mesmo chegando sem avisar o tradicional espírito hospitaleiro se fez presente e minha tia Chacha Anita, em pouco tempo nos preparou um apetitoso almoço ao estilo do lugar com guisado de arroz ao caldeiro com carne de coelho e frango, ali o coelho é criado em coelheiras nos quintais das casas cuidado para o engorde e consumido em ocasiões especiais.

Ali também comprovamos como a siesta é algo sagrado, na partida fui me despedir na casa de meu tio Chacho José, porém sua esposa, também chamada tia Chacha Anita, me recebeu com todo o carinho dizendo em tom suave, porém que não admitia réplica, que não podia acordar-lo de jeito nenhum e que me desse por despedido. Argumentei que não sabia quando voltaria por lá, mas não houve diálogo, nada e ninguém iam remover aquela doce e decidida tia em alterar sua sagrada missão de velar para que não interrompessem o sagrado sono vespertino de meu tio.

Calor español
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