Textos do livro e anotações da midia

Publicado: junho 22, 2012 em Uncategorized

Capa do livro

Capítulo inicial

Do zero
Coisa de outro mundo. Em 28 de novembro de 2007, o Corinthians perdeu para o Vasco da Gama por 1 a 0 em pleno Pacaembu, gol de Alan Kardec. Sobrenatural. Chegamos ao fundo do poço: o último lugar na tabela. Lembro do meu sentimento de impotência, vendo o céu carregado daquela noite. A tragédia se aproximava. Devo ter fumado uns dois maços de cigarros só durante o jogo, que foi horroroso.
O time era um desastre. Não conseguíamos ficar de pé nem contra o relaxado time do Vasco – que já não esperava ganhar nada no campeonato, mal tinha treinado e, cheio de reservas na escalação, tinha até chegado atrasado para a partida. Como sempre fazia desde que comecei a presidir o time, antes e também ao final dos jogos tinha passado pelos vestiários pra levar uma palavra de otimismo. Só que, quando o juiz apitou o fim da partida, reconhecia que meu
repertório de levantar ou consolar ânimos tinha se esgotado. Estava mudo, oco.
Nossa nova obrigação seria vencer o Grêmio em pleno Olímpico, em Porto Alegre, e ainda torcer para que o Internacional ganhasse seu jogo contra o Goiás. Esperança eu ainda tinha, mas no íntimo sentia todo mundo pra baixo.

Era difícil reverter. Claro que conversamos bastante com cada atleta. Mas no avião pra lá já rolava um clima de velório. No sábado, véspera do jogo, o SporTV transmitiu o treino do Corinthians ao vivo – acho que foi a primeira vez que isso aconteceu. A pressão da torcida era imensa. E no treino você notava que o time não tinha forças.
Então, como sentia, na tarde de 2 de dezembro de 2007 nada deu certo. Era um time limitado. O pé de cada um pesava uma tonelada. E o clima estava muito tenso. O Grêmio não tinha nada a ganhar no campeonato com a sua vitória – mas, logo no primeiro minuto, o tricolor Jonas fez um gol. Conseguimos, a muito custo, empatar no segundo tempo, com Clodoaldo. E ficamos martelando a defesa gaúcha, mas sem padrão de jogo. Os jogadores do Grêmio mal entravam na nossa área… pareciam que nem queriam jogar. Mas o nervosismo nos fazia errar até lateral.

Estávamos perdendo para nós mesmos. Quando se confirmou o placar de 2 a 1 do Goiás sobre o Inter e o juiz apontou o centro, decretando o fim do nosso jogo, caímos.

No precipício.

Pela primeira vez em 97 anos de história, estávamos na segunda divisão do futebol brasileiro. Naquela hora, sofri como todo corintiano. Como até então nunca tinha perdido um familiar ou amigo próximo, posso dizer que foi a maior dor que senti na minha vida. Quando parei de chorar, sem exagero, parecia que eu ia ficar seco pra sempre.

Além da dor, tinha a vergonha. Com apenas dois meses de gestão, via meu time no buraco. Consegue pensar em algo pior? Desci pro vestiário, todo mundo no chororô. O zagueiro Betão, corintiano, prata da casa, era o mais abalado. É a imagem que me fica desse dia: aquele homem enorme chorando feito nenê. Muito jogador chegou me pedindo pra mudar o voo de volta, porque queria sair direto de férias, ou voltar direto para sua cidade natal. Qualquer coisa pra não ter de encarar a fúria da Fiel. Eu não deixei: mandei todo mundo voltar junto pra São Paulo, em voo de carreira, com torcedor falando na orelha. Falei: “Vocês vão ouvir todas as merdas junto comigo. Agora, se alguém relar a mão em vocês, vai ter”.

Ainda no hotel em que estava com a delegação corintiana – ironicamente chamado Holiday Inn –, devo ter recebido centenas de consolos, por celular, torpedos, e-mails. Tudo bem que a maioria das pessoas sabia que a culpa não era só minha. Acontece que, desde que cheguei à presidência, tudo o que dava certo ou errado era debitado na minha conta. Não dava para fugir. A fogueira era minha. Naquele dezembro horrível, a situação era tão calamitosa que minha única consolação era pensar que, se existisse inferno, eu já estava nele. Na saída do hotel, o segurança do ônibus, distraído, deixou entrar o torcedor Metaleiro, um dos diretores da Gaviões da Fiel. Ele se escondeu no banheiro do ônibus e, quando todo mundo entrou, saiu de lá xingando todo mundo.

Mas não teve briga, nem violência, a gente parou e ele saiu do ônibus. Era só o começo. Quando chegamos no aeroporto,  estranhamente estava tudo calmo. Mas, conforme o previsto, na manhã seguinte, assim que pisei no Parque São Jorge, às 8h30, encontrei o caos. Uns 200 torcedores, os mesmos que tinham ido pra Porto Alegre de ônibus, se concentraram em frente às portas de acesso, ameaçando invadir. O pessoal da segurança me instruiu que eu não parasse ali. Mas não consegui ficar indiferente vendo aquela confusão. Fui tentar dialogar, acalmar – e até transformar aquela roda de ânimos exaltados em um ato de descarrego coletivo de energias negativas.

Tentar curar as dores da queda para pôr fim à fase baixo-astral. O clima não podia estar mais tenso. Teve um torcedor que me deu cusparada na cara. Na hora foi difícil encarar esse tipo de reação e manter a frieza. Escutei muita coisa; era meu papel ficar ali como para raio daquela raiva toda. E, afinal, pacificamos o ambiente no Parque. Depois da raiva pela morte, veio a resignação no velório. Tirando esse lance da cusparada e das cobranças mais pesadas, não teve violência nem comigo nem com jogador.
Mas foi difícil escutar tudo aquilo. Ainda mais porque eu tinha tanta raiva e tristeza quanto qualquer torcedor. Porque antes de mais nada eu sou um torcedor, eu sei o que a torcida pensa e sente. Naqueles dias, eu tive aulas e mais aulas de humildade e de contenção do meu jeito explosivo. Em cima de mim, tiroteio de todo lado, sem trégua. Da torcida, dos rivais, da imprensa, do próprio clube – e, acima de todos, de mim mesmo. Numa das muitas entrevistas
que dei naqueles dias terríveis, cansado de tanta gozação, soltei, com raiva:

– Quer gozar, goza! Com a gente, não tem tempo ruim. Agora, podem escrever: quem riu do Corinthians, tudo bem, mas é melhor se despedir.

A partir de hoje, ninguém nunca mais vai gozar do Timão. Começaria aí, nessa lama, nesse zero absoluto, e nessa declaração que muitos chamaram de fanfarronada, o meu capítulo na história gloriosa no Corinthians. Se bem que a história de verdade começa mais de meio século antes. Do outro lado do Atlântico…

Outro capítulo

Das festas de 2009 à água no chope de 2010

O time seguia dando show: nas sete rodadas finais da primeira fase do Paulista, nos mantivemos invictos. Fomos à semi, no primeiro jogo contra o São Paulo, e vencemos por 2 a 1 no Pacaembu – gols de Elias e Christian. No jogo de volta, vencemos por 2 a 0 no Morumbi, com gols de Douglas e Ronaldo.

Este fez um gol que calou a boca dos que o chamavam de gordo: pegou a bola na intermediária, deu aquela arrancada que sempre foi sua marca registrada e deixou a zaga tricolor a ver navios. O time estava mesmo embalado, não tinha como colocar freio.

A final foi contra o Santos. O primeiro jogo foi na Vila Belmiro, 26 de abril – fazia 25 anos que não jogávamos uma final contra o Peixe. Pouco antes do grande clássico, o gerente de marketing Caio Campos me explicou que as negociações de patrocínio com a Hypermarcas avançavam.

Eu tinha chegado até a empresa através do fotógrafo André Schiliró, autor de um livro com fotos de torcedores corinthianos célebres. Schiliró me apresentou a João Alves de Queiroz, o Júnior, principal acionista da empresa, e eu mandei um desafio. Disse que ia demonstrar o peso de ser patrocinador de um time como o nosso, sem que ele tivesse de pagar nada. Ele topou, e assim estampamos a logomarca da Bozzano, uma das marcas da empresa, nas mangas da camisa naquele jogo.

Muitos não acreditavam que essa estratégia funcionasse. E informamos ao estafe de Ronaldo, nosso sócio em 80% em qualquer ação de marketing, nas mangas ou calção, que havia a possibilidade de um novo patrocinador. Já no intervalo recebi uma ligação de Júnior: o patrocínio estava confirmado. Fiquei feliz, foi como se também tivesse marcado meu gol. A partir dali, a Hypermarcas se tornou nosso principal patrocinador – o próprio Ronaldo iniciou uma boa amizade com Júnior.

Aquele dia todos os ventos sopravam a nosso favor. Mesmo o Santos estando com seu time completo – atécom o garoto Neymar, que iniciava sua caminhada –, o resultado final foi 3 a 1. Ronaldo fez dois gols e Chicão fez um de falta, numa cobrança perfeita. O Fenômeno interceptou um passe longo de Elias pela ponta direita, deu um drible desconcertante no zagueiro Triguinho, dando um toque de calcanhar de direita para si mesmo, deu dois passos e bateu sutil na bola, de esquerda, de cavadinha – a redonda encobriu lentamente o goleiro Fábio Costa e foi morrer devagar no fundo da rede. Que golaço!

O jogo final do Paulistão foi em casa, em 3 de maio. O Santos marcou primeiro, mas empatamos com um lindo gol de André Santos. A torcida explodiu: depois de um ano na série B, já comemorávamos o primeiro título, e invicto. Foi o reinício em nossa história. As festas começavam já nos vestiários: era tal a qualidade de jogo da equipe que os resultados eram duplamente comemorados – tanto pelas vitórias quanto pelo jogo bonito. Na saída do estádio, houve um encontro coletivo na casa de Ronaldo, e em seguida a festa oficial, no Royal Club – as pistas ficaram pequenas, tal o nível de animação do elenco.

Durante aqueles dias, pela segunda vez juntei para um almoço a família de Mano Menezes com a minha (Dete, meus filhos, pais e irmãos), mais os membros da comissão técnica. Nosso bom relacionamento repercutia no ambiente de trabalho, sem dúvida. Outra festa de que participei foi o aniversário de 15 anos de Marina, filha do doutor Grava, que tem o mesmo nome da minha filha. Festa à fantasia. Foi gente de todo tipo: piratas, presidiários, pierrôs e colombinas. Simplesmente optei por me apresentar vestido de jogador do Corinthians, com o uniforme oficial da cabeça aos pés, pronto para atravessar o túnel e entrar no campo defendendo o meu time. No fundo, esse sempre foi o meu grande sonho.

Títulos e festas, porém, não aliviavam o fardo de ser presidente do clube. Atender a tantos assuntos, sempre com a demolidora pressão do entorno corinthiano, não é tarefa aconselhável para alguém com o coração exaltado como o meu. A vontade de sumir era constante. E não acontecia só comigo: até pessoas impassíveis, acostumadas aos duros embates financeiros, também bambeavam.

Uma tarde o Rosenberg, que já havia participado da negociação da dívida externa brasileira na época do Delfim e depois se tornou consultor de negócios milionários, também se encheu e veio pedir demissão, já nem me lembro mais por que motivo. Tentei convencê-lo que só faltavam dois anos para o fim do mandato, que seria melhor a equipe ir junta até o fim. Mas não teve jeito: o homem queria ir embora. Assim, pedi a ele que redigisse duas cartas de demissão.Se o cansaço e estresse eram as razões para sua demissão, para mim seria pior. Assim, melhor sairmos os dois juntos. Rosenberg me olhou perplexo. Entendeu que era brincadeira. Tudo ficou muito tenso. Até que o impasse se resolveu numa ótima gargalhada. Quem blefava ali? Nos abraçamos, solidários, e nunca mais se falou em demissão.

Alguns dias depois decidimos que era hora de tomar a iniciativa e avaliar as probabilidades de futura construção de nossa “casa própria” – é assim que sempre trato nosso estádio. Em reunião com o arquiteto Aníbal Coutinho, do escritório Coutinho, Diegues, Cordeiro, surgiu a ideia de ampliar o Parque São Jorge. O tema ficou em suspenso. E ali mesmo encarregamos ao arquiteto a elaboração de um projeto para avaliar tal possibilidade.

Enquanto isso, o time seguia firme. No Brasileirão colecionávamos jogos médios e ruins; já pela Copa do Brasil devolvemos a derrota em Curitiba com um 2 a 0 sobre o Atlético-PR, gols de Ronaldo. Seguiu-se, além de vitória simples, um empate em dois com o Fluminense – mais um passinho na Copa. Nas semis, o jogo de ida, contra o Vasco, no Rio, rendeu a igualdade em um gol; outro empate, agora em zero, nos permitiu a classificação à final da Copa do Brasil.

Foi nessa época que recebi a ligação de meu amigo Alexandrino Alencar, diretor de relações institucionais da Odebrecht. Ele era um amigão do peito, quase parente. Nos conhecemos desde os tempos em que ele foi diretor da empresa OPP, que, após uma fusão, deu origem à Braskem, de quem a Sol sempre foi uma das principais clientes na compra de matérias-primas. Alexandrino pediu que fosse até seu escritorio, no Eldorado Business Tower, em São Paulo: tinha algo a dizer que podia ser de interesse para o Corinthians, mas não poderia falar ao telefone. Horas depois eu já estava no bairro de Pinheiros.

O escritório de Alexandrino ficava no 32º andar da torre, com vista para a marginal Pinheiros. Rodeado de cristais transparentes, com a sensação de estar suspenso no ar, tive uma pequena vertigem, mal olhava para fora. Mas a vertigem maior estava por vir. Com seu usual tom ameno, amistoso, Alexandrino contou de uma viagem que tinha feito a Brasília, acompanhando Emilio Odebrecht, presidente do conselho de administração da empresa. Na reunião, a construtora tratava com o presidente Lula de assuntos do setor petroquímico. À saída, Lula, despedindo-se de Odebrecht e Alexandrino, mudou de assunto: – Bem que vocês podiam dar uma mão pra esse garoto, presidente do Corinthians, ajudando a fazer o estádio, hein?

Alexandrino devolveu: era meu amigo pessoal de muitos anos. Odebrecht pegou carona: – Presidente, pode deixar que vamos tratar esse assunto com muito carinho. Se for viável, com certeza vamos ajudar.

Ao terminar sua exposição, Alexandrino me piscou o olho:

– Tá vendo? Até eu, que sou carioca e torcedor do Fluminense, quero ver o Corinthians com um estádio. E aí, como fica? Topa o desafio?

Ainda meio zonzo, eu revelei ao meu amigo que o clube tinha mais de um projeto em estudo. Quem sabe? Saí dali com mais pressa do que entrei: o “sonho da casa própria” até que não parecia tão irreal assim.

Na Copa, afinal, a finalíssima: no primeiro jogo, no Pacaembu, Jorge Henrique e Ronaldo garantiram a vitória sobre o excelente time do Internacional, liderado por Nilmar e D’Alessandro. Após passar pelo freguês São Paulo por 3 a 1 no Paulista, fomos para o segundo jogo, em Porto Alegre, dia 1º de julho. Foi tenso, teve expulsões dos dois lados. Mas com o 2 a 2, gols de Jorge Henrique e André Santos, fomos campeões da Copa do Brasil em pleno Beira- Rio. Mais um prêmio a um ano de muito esforço e trabalho.

Aquela noite Porto Alegre ficou alvinegra de alegria. Fomos lá comemorar na churrascaria Na Brasa a conquista, que nos classificava para a Libertadores de 2010. Rolou uma cena inusitada. Em seu estado natural, Ronaldo é um baita gozador. Eu conversava com meu irmão Tadeo quando Ronaldo passou acompanhado do Caveira. Tadeo pediu ao Caveira: “Faz uma foto?”. Ronaldo, solícito, se preparou para a pose conjunta. Em seguida, Tadeo lhe passou a câmera e fez pose, passando o braço sobre o ombro de Caveira. Ronaldo, sem perder o rebolado, deu muitas gargalhadas com todos disparando o clic:

– Um irmão concorre em autógrafos comigo; agora o outro me faz de fotógrafo?!

Dia seguinte, uma delegação composta pelos atletas Cristian, Dentinho, Jorge Henrique, Ronaldo, o capitão William, o técnico Mano Menezes, o diretor Mario Gobbi e o relações-públicas Isaac Waynszteyn me acompanharam a Brasília em uma visita institucional a Lula. O presidente estava emocionado com nossa conquista. Ao final da visita, Lula me chama a um canto e pergunta para quando a diretoria poderia fechar uma proposta para o estádio. “Com Ronaldo estrelando um time de primeira linha para a Libertadores, o passo seguinte é ter a casa própria!”, sugeriu o presidente. Comentei que havia vários projetos em estudo; Lula me aconselhou que não demorasse. Foi assim que tratei pela primeira vez com o presidente sobre a Arena Corinthians e me comprometi que assim que tivesse o projeto mais viável passaria para mostrar a ele.

 
Publicações

VEJA SP

As dez revelações de Andrés Sanchez

A autobiografia do ex-presidente do Corinthians traz bastidores do time

Pedro Henrique Araújo | 13/06/2012

Proposta milionária por Neymar, baladas com jogadores palmeirenses e contratação de Ronaldo definida em um banheiro. São alguns dos bastidores do Corinthians narrados em “O Mais Louco do Bando” (G7 Books, 224 páginas; 29,90 reais), autobiografia do ex-presidente Andrés Sanchez escrita em parceria com o primo Tadeo Sanchez Oller, que será lançada no dia 19. Célebre pelo estilo falastrão, o atual diretor de seleções da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) rememora sua vida pessoal e revela episódios desconhecidos de sua gestão. Confira dez histórias marcantes do livro.

1. Alviverde, não!
“Consegui vaga no peneirão do Palmeiras, mas dei o cano.”

Em 1977, aos 14 anos, Sanchez quase defendeu as cores de seu maior rival. Meses depois, jogou nas categorias de base do Corinthians com o futuro ídolo alvinegro Walter Casagrande. Desistiu por causa da exaustiva combinação de treinos e estudos.

2. Terceira divisão
“Corremos risco de queda para a Série C.”

No início de seu mandato na presidência, em 2007, o cartola teve de negociar a dívida pelo empréstimo de Carlos Alberto (do alemão Werder Bremen) e Nilmar (do francês Lyon). Rebaixado naquele ano à Série B do Brasileiro, o Corinthians esteve ameaçado pela Fifa de descer mais uma divisão por causa do débito com os europeus.

3. Conselho rival
“Visitava o Morumbi quase toda sexta para almoçar e me aconselhar com o Juvenal.”

Enquanto trocava farpas públicas com o presidente são-paulino, o corintiano recorria a Juvenal Juvêncio para aprender sobre administração do futebol. E lamenta que as visitas não tenham sido retribuídas.

4. Noitadas
“Até com jogador de outros times eu saía à noite: Denílson, Marcos, Kleber.”

Sanchez frequentava baladas com corintianos, entre eles Ronaldo e André Santos, e palmeirenses, como o goleiro Marcos, já aposentado, e o atacante Kleber, hoje no Grêmio. Mas nada de contar detalhes das farras.

5. Pagamentos a “inimigos”
“Encontramos pérolas, como a nota fiscal de um advogado que processava o clube.”

Quando assumiu a presidência, ele descobriu que o Corinthians bancava os honorários do advogado de um funcionário que movia um processo trabalhista contra o próprio alvinegro.

6. Acordo fenomenal
“Foi no banheiro, fumando escondido, que nasceu o entendimento final.”

Negociada entre o empresário Fabiano Farah e o diretor de marketing do Corinthians, Luiz Paulo Rosenberg, a contratação de Ronaldo, em 2008, estava emperrada por questões financeiras. O Fenômeno e o presidente acertaram as bases do negócio na pausa de uma das reuniões, enquanto fumavam no banheiro do Hotel Novo Mundo, no Rio. O acordo foi assinado em um guardanapo.

7. O (outro) presidente corintiano
“O Lula me perguntou quando eu fecharia uma proposta para o estádio.”

No dia seguinte à conquista da Copa do Brasil de 2009, uma comitiva alvinegra foi a Brasília visitar o então presidente da República. Questionado por Lula, o cartola prometeu lhe mostrar o projeto em primeira mão.

8. Alvinegro errado
“Alguns jogadores cantaram o hino do Corinthians e o puxador do coro foi o Robinho.”

Chefe da delegação da seleção brasileira no amistoso contra a Estônia, em 2009, Sanchez foi saudado pelos atletas ao entrar no restaurante do hotel onde a equipe estava concentrada. Depois descobriu que Robinho, ídolo do Santos, havia sido corintiano na infância.

9. Detetives pela cidade
“Eu tinha uma rede de ouvidos, os jogadores achavam que eu colocava espião.”

Em seu gabinete, o presidente recebia ligações de torcedores que contavam sobre peripécias noturnas de atletas ou contatos com outros clubes. Uma vez, o garçom de um restaurante avisou que o goleiro Felipe acertava com um dirigente do Fluminense sua ida para o Rio. O negócio acabou não vingando.

10. Neymar no Timão?
“Houve uma oferta de 120 milhões de reais para contratar Neymar.”

No começo de 2011, enquanto a imprensa esportiva especulava sobre a possível transferência do meia Paulo Henrique Ganso para o Corinthians, o presidente estava interessado era no outro craque do Santos, apontando até mesmo os valores da proposta. Neymar recusou o convite por considerar que uma hipotética saída da Vila Belmiro prejudicaria sua imagem.

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